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Cuidado Contínuo

Pé diabético: prevenir é a parte mais importante do tratamento

O diabetes pode reduzir a sensibilidade e a circulação dos pés de forma silenciosa. Um ferimento pequeno, sem dor, pode evoluir para úlcera e infecção. O acompanhamento periódico com especialista muda esse desfecho.

Por que o diabetes ameaça os pés

A glicemia elevada por anos lesa os nervos (neuropatia diabética) e as artérias dos membros inferiores. Com menos sensibilidade, o paciente não percebe atritos, bolhas e pequenos cortes; com menos circulação, a cicatrização fica lenta. A combinação abre caminho para úlceras que, sem tratamento adequado, podem levar a infecções profundas e amputações.

A boa notícia: a maioria das amputações por pé diabético é evitável com prevenção estruturada, segundo as diretrizes internacionais do IWGDF (Grupo de Trabalho Internacional sobre Pé Diabético).

Sinais que exigem avaliação imediata

  • Ferida ou bolha que não cicatriza em poucos dias
  • Mudança de cor ou temperatura de parte do pé
  • Formigamento, queimação ou perda de sensibilidade
  • Calosidades grossas ou com coloração escura embaixo
  • Deformidades novas, inchaço unilateral ou dor sem explicação

Como funciona o acompanhamento

A consulta de pé diabético inclui teste de sensibilidade com monofilamento, avaliação dos pulsos, inspeção da pele e das unhas, análise do calçado e classificação de risco. A partir dela definimos a frequência de retorno, de anual, para baixo risco, a mensal nos casos de maior risco.

Quando já há lesão, o tratamento envolve curativos adequados, alívio de pressão da área (offloading), controle de infecção e, quando necessário, correção cirúrgica de deformidades que perpetuam a ferida. O trabalho é conjunto com endocrinologista e cirurgião vascular.

Diabético deve examinar os pés todos os dias, usar calçado adequado e nunca cortar calos por conta própria. E deve ter um especialista de referência antes de a ferida aparecer.

Perguntas frequentes

Tenho diabetes mas não sinto nada nos pés. Preciso de consulta?

Sim, ao menos uma avaliação anual. A neuropatia começa silenciosa e a perda de sensibilidade é exatamente o que impede você de perceber o problema.

Unha encravada em diabético é perigosa?

Pode ser porta de entrada para infecção. Não manipule em casa: o tratamento correto e estéril evita complicações.

Qual calçado o diabético deve usar?

Calçado fechado, sem costuras internas salientes, com câmara anterior ampla e palmilha adequada. Em casos de deformidade ou úlcera prévia, calçados e palmilhas sob medida.

Ferida no pé diabético sempre leva à amputação?

Não. Com tratamento precoce, alívio de pressão e controle da infecção e da glicemia, a maioria das úlceras cicatriza. O fator decisivo é procurar ajuda cedo.

Agende sua avaliação

A consulta inclui exame físico detalhado e, quando necessário, avaliação por imagem no próprio consultório. Atendimento na Clínica Brum, em Manaus, presencial, por teleconsulta ou domiciliar.